A OpenAI foi atrás de 30 bilhões. Com pressa.
A OpenAI corre para levantar 30 bilhões de dólares antes de a Anthropic estrear na bolsa, o Nasdaq recuperou um pedaço da pior semana desde junho, o petróleo passou de 110 dólares, o dólar caiu pelo terceiro pregão seguido e quatro pesquisas nacionais saíram com o Flávio Bolsonaro na frente nos votos válidos, por 0,6 a 4 pontos.
Bom dia. O dinheiro fez duas coisas ontem que não combinam muito. Voltou a comprar inteligência artificial, depois da pior semana desde junho. E correu para o petróleo, que passou dos 110 dólares.
No meio disso apareceu a notícia do dia: a OpenAI está atrás de 30 bilhões de dólares. Com pressa.
O dólar (e o resto do mercado)

O dólar abriu em queda pelo terceiro pregão seguido. Às 9h52 de Brasília a AwesomeAPI marcava R$ 5,014, recuo de 0,52% no dia, com máxima de R$ 5,0413 e mínima de R$ 5,0104. Ontem a moeda fechou a R$ 5,048, queda de 0,49%.
O Ibovespa ficou de lado. Caiu 0,17% e fechou aos 205.079,25 pontos, depois de oscilar entre 207.388 e 204.269.
Em Nova York, a tecnologia voltou a ser comprada. O Nasdaq subiu 1,11%, aos 26.430,89. O S&P 500 subiu 0,41%, aos 7.690,73. O Dow caiu 0,07%, aos 51.966,03.
E essa alta vale pelo que ela desfaz. Na semana passada o S&P perdeu quase 2%, a pior semana desde o fim de junho, e o Nasdaq caiu 4,5%, quebrando quatro semanas seguidas de alta.
Caiu 4,5% na semana e recuperou 1,1% na segunda. É o cara que corta o cartão no sábado e pede a segunda via na terça.
O petróleo é o movimento que não para. O Brent está em US$ 110,67, alta de 1,02% no dia, e subiu 10,3% em um mês. O medo é de oferta no Oriente Médio.
O ouro deu uma parada. Está em US$ 4.126,84 a onça, queda de 0,3%, depois de semanas subindo todo dia.
O que a IA aprontou

### A OpenAI está correndo atrás de 30 bilhões de dólares, e a pressa tem data marcada no calendário de outra empresa.
A informação é da Reuters, publicada ontem. A rodada colocaria a avaliação da OpenAI acima de US$ 1,4 trilhão. Entre os investidores em conversa estão o SoftBank e a MGX, de Abu Dhabi.
Agora a parte que explica a pressa. A Anthropic deve estrear na bolsa em meados de novembro, mirando algo perto de US$ 1,5 trilhão. As duas empresas estão atrás dos mesmos investidores, e quem chega primeiro pega o dinheiro que a outra queria.
E tem um detalhe na estrutura da Anthropic que vale guardar: ela separou 5% das ações, sujeitas a aprovação dos acionistas, para um fundo de benefício público, com mais 2% a cada vez que a empresa valorizar 50% acima de uma linha de base.
É briga de irmão pela última fatia. Só que a fatia custa um trilhão e meio.
Brasil e Estados Unidos

O dólar caiu em três pregões seguidos na semana da eleição. Não é pouco: em 5 de outubro, no dia seguinte ao primeiro turno, a moeda andou de R$ 5,22 a R$ 4,95 numa única sessão. No dia 6 ela encostou em R$ 4,9453, que é a menor cotação dos últimos 25 pregões.
O petróleo a 110 é a parte da conta que os dois países dividem, e cada um paga de um jeito. No Brasil ele valoriza a Petrobras, que é estatal, e pressiona o preço do combustível, que é política. Nos Estados Unidos ele chega direto na bomba, sem intermediário e sem acionista.
Lá o barril a 110 vira assunto de eleição no ano que vem. Aqui vira assunto de domingo.
Se você está pensando em mudar

Eu não sou advogado e isto aqui não é conselho de investimento. É a conta que aparece na planilha de quem está planejando sair, e que quase ninguém coloca nela.
O câmbio é a linha mais instável do orçamento de mudança, e a semana passada mostrou isso em números. Em 5 de outubro o dólar andou de R$ 5,22 a R$ 4,95 no mesmo pregão. No dia 15 fechou em R$ 5,098. Hoje está em R$ 5,014.
Na prática, o que isso faz: quem fecha uma conta de mudança em dez mil dólares viu essa conta variar quase três mil reais em quinze dias, sem mudar nada do plano. Nem passagem, nem aluguel, nem depósito.
Não existe previsão aqui e eu não vou dar nenhuma. O que existe é uma observação chata e útil: tudo na planilha de mudança é um número que você negocia. O câmbio é o único que negocia com você.
É o orçamento de reforma. Tudo fechado, menos o preço do material.
O que está bombando

A última semana começou com quatro pesquisas nacionais, e as quatro deram o Flávio Bolsonaro na frente nos votos válidos. Saíram todas ontem:
- Futura Intelligence: Flávio 50,4% contra 49,6% do Lula - BTG/Nexus: Flávio 50,3% contra 49,7% - AtlasIntel: Flávio 51,1% contra 48,9% - PoderData/Aya: Flávio 52% contra 48%
A diferença vai de 0,6 a 4 pontos. Nas três primeiras isso cabe dentro da margem de erro, ou seja, é empate técnico. A do PoderData é a única que abre quatro pontos.
E vem mais número até quinta. As pesquisas que saem agora são as primeiras com campo feito depois do debate de domingo à noite, na Band, que foi o primeiro encontro dos dois na campanha inteira.
A eleição é domingo.
Quatro institutos, quatro resultados diferentes, e os quatro cabendo na mesma margem. É a balança de farmácia: todo mundo pesa o mesmo e ninguém concorda com o número.
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