Vida nos EUA
Eu moro nos Estados Unidos desde 2018. Toda edição da Visto de Fora tem uma parte para quem está pensando em fazer o mesmo: regra nova de visto, taxa que subiu, prazo que mudou.
Aqui ficam juntas, da mais nova para a mais antiga. E o aviso de sempre: eu não sou advogado. É informação pública, não orientação sobre o seu caso. Quem tem dúvida sobre a própria situação procura um advogado de imigração.

O governo americano fechou o cerco ao turismo de parto. Em 23 de setembro, o Departamento de Estado anunciou uma nova política de restrição de vistos contra quem pratica ou facilita o chamado turismo de parto: viajar para os Estados Unidos com o objetivo de dar à luz aqui e garantir a cidadania americana para o bebê.
O alvo declarado são as redes comerciais que vendem esse pacote, os "despachantes" que treinam o solicitante para mentir no pedido de visto e os médicos estrangeiros que ajudam no esquema, além de quem usa o serviço sabendo do que se trata. Segundo o próprio Departamento de Estado, uma força-tarefa criada em agosto já revogou mais de 600 vistos no mundo.
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Esta semana recebi pergunta de gente que achava que ia renovar o visto americano pelo correio e descobriu que vai ter que ir ao consulado. Então vale repetir a regra, porque ela mudou e muita gente ainda não sabe.
A dispensa de entrevista caiu de 48 meses para 12. Antes, quem tinha visto vencido há até quatro anos podia renovar sem entrevista. Hoje, a dispensa vale basicamente para quem renova o mesmo tipo de visto que venceu nos últimos 12 meses, tem 18 anos ou mais, nunca teve visto negado e pede no país de nacionalidade ou de residência. A mudança foi anunciada pelo Departamento de Estado americano em setembro de 2025, e está descrita por vários escritórios de imigração — Fragomen, Ogletree e Holland & Hart, entre outros — e pelo escritório internacional da Universidade de Berkeley.
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Mudou a regra do visto de estudante americano. Ou melhor: mudou, e aí parou. E a segunda parte é a que ninguém conta.
Desde 1978 o visto de estudante vale por "Duration of Status": enquanto você estiver matriculado e regular, ele vale, sem data de validade.
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O ano fiscal americano virou em 1º de outubro, e é por isso que o Visa Bulletin deste mês importa mais que os outros.
Funciona assim: as cotas anuais de green card são contadas por ano fiscal. Quando o ano vira, a cota zera e volta cheia. É o motivo de outubro ser historicamente o mês em que algumas filas andam, em especial as categorias por emprego.
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Em 3 de agosto deste ano, o Departamento de Estado publicou no Federal Register o Visa Bond Program. A regra permite ao consulado exigir uma fiança de quem pede visto de imigrante e foi barrado por risco de virar despesa pública. Os valores vão de US$ 100 mil a US$ 250 mil, decididos caso a caso.
O piloto começou pela República Dominicana. O governo americano já disse que pode estender a outros países. O Brasil não está na lista hoje.
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Duas mudanças entraram em vigor agora, e as duas são do tipo que pega quem não leu.
A primeira: a triagem de rede social do visto americano foi ampliada. Além das categorias que já passavam por isso, agora entram o visto I, de jornalista estrangeiro, o TN, de profissional canadense e mexicano, e o TD, dos dependentes deles. Quem pede precisa deixar os perfis públicos para análise.
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O green card EB-2 ganhou fila para brasileiro.
O EB-2 é a categoria para profissional com mestrado ou habilidade excepcional. É nela que fica o NIW, o pedido que dispensa oferta de emprego.
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O visto de investidor ficou mais caro. Não o investimento. A taxa do formulário.
O USCIS publicou a regra final que reajusta as taxas do EB-5, o green card para quem investe num negócio americano. A tabela nova vale a partir de 30 de novembro de 2026.
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Uma mudança pequena no USCIS, que pode custar um pedido inteiro.
No dia 23 de setembro, o USCIS publicou um alerta de política sobre prazo que cai em sábado, domingo ou feriado federal. Passa a valer em 23 de outubro.
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Uma regra que pouca gente notou, e que muda o jeito de montar qualquer pedido de imigração.
Desde 5 de agosto, o USCIS pode negar um pedido direto, sem avisar antes, quando faltar documento obrigatório ou quando o que foi mandado não prova que a pessoa tem direito. Está no alerta de política PA-2026-05. Vale para pedido novo e para pedido que já estava na fila.
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Quem sonha com o H-1B, o visto de trabalho qualificado, precisa entender que agora existem duas taxas de cem mil dólares circulando. E nenhuma das duas está sendo cobrada hoje.
A primeira é a de US$ 100 mil, criada por proclamação presidencial em setembro do ano passado. Ela venceria no dia 21 deste mês, e o presidente prorrogou até setembro de 2027. Mas um tribunal federal de Massachusetts anulou a cobrança em junho, e o USCIS continua proibido de cobrar enquanto o governo recorre.
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Uma armadilha burocrática que está pegando gente esta semana, e ela é cara.
O USCIS trocou a edição de três formulários. O I-765, de autorização de trabalho, e o I-539, de mudança ou extensão de status, mudaram no dia 15 de setembro. O I-485, o pedido de green card por ajuste de status, mudou no dia 18.
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Duas mudanças que valem para quem está planejando a vida aqui.
A primeira entrou em vigor no dia 18. O governo daqui ampliou a análise financeira de quem pede residência permanente, o green card. É a regra do "public charge": o agente passa a ter mais margem para avaliar renda, patrimônio e uso de benefícios públicos antes de decidir.
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Quem pensa em estudar aqui precisa saber de uma regra que quase entrou em vigor. O governo publicou em julho o fim do chamado "duration of status", que deixa o estudante com visto F-1 ou J-1 ficar enquanto durar o curso. No lugar, viria um prazo fixo, de até quatro anos. E o prazo para ir embora depois do curso cairia de 60 para 30 dias no F-1.
A regra entraria no dia 15 de setembro. No dia 14, um tribunal federal de Massachusetts deu uma liminar e barrou a mudança no país inteiro. Por enquanto, vale a regra antiga, e o caso segue na Justiça.
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Quem sonha com visto de trabalho aqui precisa saber de uma assinatura de sexta. O Trump renovou por mais um ano, até 21 de setembro de 2027, a taxa de US$ 100 mil sobre o H-1B, o visto de profissional com formação superior. A proclamação está no site da Casa Branca e diz que, desde setembro do ano passado, a taxa já foi paga em mais de 700 pedidos.
Setecentos pedidos. Mais de 70 milhões de dólares só de ingresso.
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Uma regra que pega quem mora aqui e manda dinheiro pra família. Desde 1º de janeiro, os Estados Unidos cobram um imposto federal de 1% sobre remessa pro exterior, mas só num caso: quando você entrega dinheiro vivo, money order ou cheque administrativo no balcão da empresa de remessa.
Se a transferência sai da sua conta no banco, ou de um cartão de débito ou de crédito americano, não tem imposto. Quem cobra é a empresa de remessa, na hora, e a regra está no site da Receita americana, o IRS. Veio na lei que o Trump assinou em julho do ano passado.
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Uma data pra anotar pra quem sonha com o green card. A partir de amanhã, 18 de setembro, a imigração americana passa a exigir a nova edição do Formulário I-485, que é o pedido pra virar residente permanente. O aviso é da própria USCIS, publicado em agosto.
E não tem meio termo, nos dois sentidos. Formulário no modelo velho, enviado a partir de amanhã, volta pelo correio sem dó. Mas o modelo novo enviado HOJE também volta: a USCIS só aceita a edição nova a partir de 18 de setembro, nem um dia antes. Quem está com o envelope pronto está na janela mais perigosa do ano.
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Quanto custa hoje tirar um visto americano, com a lei na mão e não com o que circula em grupo de WhatsApp.
São duas taxas, e a segunda quase ninguém conta. A de solicitação, a MRV, é US$ 185 para turismo e negócios. E existe a taxa de integridade do visto, de US$ 250, criada pela lei 119-21 em julho de 2025.
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